Lhasa Apso – História e Saúde

Lhasa Apso – História e Saúde

Lhasa Apso: conheça a história desse cão budista. Saiba quais suas características marcantes, patologias e lesões que o atingem e os tratamentos mais eficientes

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Essencialmente alegre, cheio de segurança, corajoso e leal, o Lhasa Apso é um cão de apuradíssima audição, sendo capaz de perceber barulhos das mais longas distâncias, alertando ao menor sinal de perigo. Trata-se de um cão carinhoso mas de temperamento forte e independente. Não costuma ser agressivo, mas é completamente comum mostrar indiferença com pessoas estranhas em seu convívio. É uma raça que necessita de socialização precoce, exercícios físicos e disciplina, pois a vida não regrada e saudável pode despertar comportamentos excessivamente carentes ou até mesmo destrutivos.

Acredita-se que a raça antiga de Lhasa Apso tenha nascido na região da Malásia, há mais de 4 mil anos atrás. A teoria dá conta de que esse tipo de cão teria sido domesticado há cerca de 2800 anos atrás, o que o tornaria uma das raças mais antigas reconhecidas por todo o mundo.

O Lhasa Apso foi criado a partir do cruzamento entre Spaniel e Terrier Tibetano, servindo como um bom sentinela nos mosteiros budistas em seu país de origem, alertando ao menor sinal de movimentação externa auxiliado por sua aguçada audição e latido agudo.

Ao passar dos anos a raça foi aceita na corte imperial chinesa, contribuindo para a criação da raça Shih Tzu. Os primeiros Lhasa Apso foram levados à Grã-Bretanha no início do século 20, e em pouco tempo já eram participantes competitivos em exposições de beleza canina em Londres.

É um cão de aparência balanceada, robusto com pelagem abundante. Possui uma cabeça moderadamente estreita, focinho médio, tamanho médio e forma ovalada. As cores da raça são o dourado, areia, mel, cinza escuro, ardósia, preto, branco, amarronzado ou particolor. São cães de pequeno porte, chegando em média em 25 cm, sendo que as fêmeas costumam ser ligeiramente menores que os machos.

Patologias e lesões que afetam o Lhasa Apso

1 – Luxação de patela:

A luxação de patela é um problema comum em cães de pequeno porte, podendo ocorrer por consequência genética, obesidade ou por fortes traumas no local (maioria dos casos). Ocorre quando há o deslocamento do osso do joelho, também chamado de rótula. Costuma ser dividida em 4 distintos graus:

a) Grau I: a patela pode sofrer luxação “ativa” quando a articulação é mantida em completa extensão. Não há crepitação ou deformidade óssea. Normalmente não há sinais clínicos.

O tratamento é somente pela fisioterapia veterinária para fortalecimento muscular com finalidade de impedir a evolução do quadro e estabilizar a patela.

b) Grau II: ocorre luxação espontânea, mas não permanente, o animal normalmente dá um ganido e flexiona o membro, mas após alguns passos, consegue recolocar a patela no local, fazendo um movimento que parece câimbra. Há desenvolvimento de deformidades ósseas e rotação de tíbia.

Nesses casos, a fisioterapia ainda apresenta um ótimo resultado com o fortalecimento muscular, controle da inflamação e dor local, auxiliando a estabilização da articulação e evitando a cirurgia.

c) Grau III: a patela encontra-se em luxação permanente, mas pode ser reduzida manualmente. São observadas deformidades ósseas mais graves, pode ser palpável um sulco troclear raso. Normalmente apresenta andar anormal “agachado”, com rotação de membro.

Todos os casos de luxação grau III devem ser indicados para cirurgia, antes que eles evoluam para grau IV. Cinco dias após a cirurgia é indicado começar a fisioterapia para melhorar e acelerar a recuperação.

d) Grau IV: apresenta luxação permanente e irredutível manualmente. A tíbia sofre rotação de 60 a 90 graus. Deformidades ósseas e ligamentosas graves. As cirurgias corretivas são muito complexas, pois as alterações musculares e tendíneas também são muito graves.

Nesses casos de luxação de patela, é indicado a fisioterapia por 1 mês antes da cirurgia para soltura da musculatura com contraturas e fortalecimento de parte da musculatura atrofiada, facilitando a cirurgia e o sucesso pós-cirúrgico. Após retirada dos pontos é indicada a fisioterapia com eletroterapia e esteira aquática para ganho de massa muscular.

2 – Ruptura de ligamento cruzado:

Trata-se do deslizamento do fêmur sobre a tíbia, causando dor imediata e, quando não tratada, pode ocasionar novas complicações como a lesão de menisco. Na maioria dos casos é crônica, apesar de normalmente ser provocada por uma arrancada brusca. O fato é que o ligamento vai se deteriorando progressivamente até o ponto de romper.

É um problema mais comum nos cães de grande porte e potência, mas que também pode afetar cães como o Lhasa Apso. Os sintomas são imediatos, fazendo com que o animal tenha dor, evitando a utilização da pata machucada em função do sofrimento.

A primeira medida após a constatação da lesão é o procedimento cirúrgico. A sutura do ligamento cruzado rompido é feito, em muitos casos, com a ajuda de um fio de nylon ou de outros materiais mais ou menos seguros, dependendo da personalidade e características do animal. Atualmente, existem outras técnicas cirúrgicas de osteotomias corretivas, como a TPLO e TTA que corrige as deformidades ósseas desses pacientes e apresentam excelentes resultados.

O mais importante após a cirurgia é como se dará a recuperação. A fisioterapia veterinária é a opção indicada após 5 dias da cirurgia e que mais traz resultados positivos na recuperação da qualidade de vida do animal. Métodos como acupuntura, hidroterapia com esteira aquática, cinesioterapia e outros, são essenciais para combater dores, inflamações, fortalecer musculatura e garantir um programa progressivo para o resgate da mobilidade natural e qualidade de vida de forma saudável.

3 – Hérnia de disco:

Grande parte dos casos são causados por traumas e lesões na medula espinhal, e ocorre quando os discos vertebrais deixam de agir corretamente. A medula espinhal é uma estrutura extremamente delicada, sendo protegida por vértebras ósseas, tendo entre cada par de vértebras, discos intervertebrais (uma proteção de contorno fibroso e interior gelatinoso) que evitam o constante atrito entre elas, promovendo a estabilidade e flexibilidade necessárias que o cão movimente a espinha sem problemas.

Os sinais da hérnia de disco em Lhasa Apso passam desde dor intensa até dificuldade de locomoção que pode chegar a paralisia completa dos membros, incontinência urinária e fecal, redução de postura e sensibilidade, relutância para andar e rigidez do pescoço.

O diagnóstico é feito por uma combinação de exames clínicos e de imagem, desde radiografias da coluna, coleta de amostras do líquido da medula espinhal, podendo ser também pedido exames de contraste como a mielografia, mielotomografia ou ressonância magnética, para que o problema seja identificado com mais exatidão.

Apesar de a indicação em casos mais intensos e complicados que envolvam paralisias e compressão medular seja a cirurgia, tratamentos clínicos e tradicionais realizados após o aparecimento dos sinais, livres de cirurgia, também estão trazendo resultados positivos na recuperação dos pets. Terapias com água como a hidroterapia com esteira aquática, acupuntura, laserterapia, ozonioterapia, cinesioterapia e outros, estão trazendo cada mais resultados efetivos na reabilitação de cães com hérnia de disco.

4 – Subluxação atlanto axial:

Trata-se de uma complicação congênita ou adquirida por algum tipo de trauma, caracterizado por diferentes graus de problemas no funcionamento dos nervos motores e quadros intensos de dor cervical.

Os sinais clínicos passam por dor cervical e disfunção motora nos membros devido a pressão na medula espinhal. O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos, histórico de saúde, avaliação neurológica e exames radiológicos. Pode ocorrer em qualquer idade do cão, em qualquer tamanho ou raça (normalmente os congênitos atingem com maior intensidade os cães de pequeno porte).

O tratamento pode ser cirúrgico ou conservativo através de aplicação de um colete de pescoço, uso de medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia veterinária. Os diferentes métodos ajudam no controle da dor e na reabilitação do pet.

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