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Hemivértebra em Bulldog Francês – Entenda essa Anomalia

Hemivértebra em Bulldog Francês – Entenda essa Anomalia

Hemivértebra em Bulldog Francês: entenda a anomalia, suas principais causas, o diagnóstico e os tratamentos mais eficientes   O Bulldog Francês, sem dúvidas, é o típico cão que adora um sofá, família e muito carinho. Trata-se de um cão jovial e muito amável, apesar de teimoso. Sua característica forte, de fibra e “truncada”, além de

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  • Customer: G. Frazão
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Hemivértebra em Bulldog Francês: entenda a anomalia, suas principais causas, o diagnóstico e os tratamentos mais eficientes

 

O Bulldog Francês, sem dúvidas, é o típico cão que adora um sofá, família e muito carinho. Trata-se de um cão jovial e muito amável, apesar de teimoso. Sua característica forte, de fibra e “truncada”, além de sua genética, podem, por vezes, ampliar as chances do aparecimento de anomalias como a hemivértebra em Bulldog Francês, e é importante que os tutores conheçam as características dessa anomalia.

A hemivértebra em Bulldog Francês é caracterizada por uma lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos. Trata-se de um anomalia congênita que atinge, na maioria dos casos, cães braquicefálicos com cauda helicoidal, como tem o Bulldog Francês, o Inglês, e raças como Boston Terrier e Pug.

A anomalia costuma ocorrer entre a região da coluna tóraco-lombar, causando sintomas de lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos. Em estudos recentes, a patologia já representa cerca de 7% das alterações de coluna relatadas em literaturas, podendo aparecer sua falha de formação da vértebra desde filhote como em progressão durante o crescimento do animal. Sendo que mais de 93% dos bulldog frances podem apresentar pelo menos uma hemivértebra.

Existem causas comuns?

As quatros causas mais comuns do aparecimento da hemivértebra em cães passam por aplasia ventral e unilateral, aplasia ventral, aplasia ventral e medial e hipoplasia ventral. As aplasias ventral e unilateral costumam ser as mais instáveis e tendem a destruir dorsalmente, causando compressão ventral da medula espinhal. As anomalias ventrais causam cifose (desvio da coluna vertebral, habitualmente localizado na região torácica que abrange poucas ou muitas vértebras), ao passo que as anomalias unilaterais causam escoliose (curvatura lateral da coluna vertebral, que pode ser única ou múltipla e fixa ou móvel).

Os cães podem apresentar uma única hemivértebra ou múltiplas, que podem ser sequenciais ou distribuídas pela coluna vertebral. Normalmente a hemivértebra única representa um pouco mais que metade dos casos relatados.

Como é o diagnóstico da patologia?

O diagnóstico deve ser realizado através da anamnese (análise do histórico de saúde do pet), exame físico e exames de imagem. Além disso, o teste de panículo e a palpação da coluna vertebral auxiliam na localização da lesão.

Existem sinais clínicos?

O aparecimento de sinais clínicos em cães com hemivértebra são raros, mas quando ocorrem podem ser de gravidade intensa. Geralmente, devido à compressão medular, os cães afetados apresentam sinais desde filhotes que progridem. Porém, os sinais também podem surgir durante o crescimento do animal, como dito acima, devido à instabilidade entre a hemivértebra e vértebra adjacente causando compressão progressiva e crônica, ou após algum trauma agudo ou trações da coluna.

A incidência radiográfica de hemivértebra em Bulldog Francês é maior que 90% e de Bulldog Inglês por volta de 30%, mas nem todos apresentam sintomas relacionados a má formação.
Os sinais clínicos mais claros, principalmente pelo fato das vértebras incluídas em região T3-L3 serem mais comumente acometidas, são aqueles típicos de lesão de neurônio motor superior em membros pélvicos, como: perda de propriocepção, incoordenação e reações posturais retardadas, assim como outros sinais como paralisia dos membros posteriores e incontinência urinária e fecal.

Qual é o tratamento para hemivértebra em Bulldog Francês?

Os tratamentos para hemivértebra em Bulldog Francês costumam ser conservativos (principalmente em casos de não progressividade da anomalia), que geralmente se estabiliza após o término do crescimento do esqueleto do animal, ou também cirúrgico (em casos de sintomas progressivos).

O objetivo da cirurgia é a estabilização da coluna vertebral, com ou sem descompressão medular e não a correção da angulação da coluna vertebral. Quando ocorre a descompressão convencional sem estabilização vertebral pode desestabilizar a hemivértebra, causando uma subluxação vertebral.

Os tratamentos conservativos e os de recuperação pós-operatória passam pelas técnicas de reabilitacao animal. Seja na utilização de agentes físicos como massagens, acupuntura e laserterapia para combate a dor e inflamação, como na utilização de esteiras aquáticas na hidroterapia veterinária, a fisioterapia veterinária é essencial para o fortalecimento muscular, recuperação de mobilidade e confiança do pet, impedindo de forma gradual e saudável a progressividade da doença.

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